Ele tinha 25 anos quando sofreu um acidente de trabalho, em 1848, em Vermont (Estados Unidos). O jovem Phineas Gage, operário da construção de uma ferrovia, teve uma barra de ferro de 2,5cm de diâmetro atravessada em seu crânio, o que destruiu um de seus olhos e lesionou o seu córtex pré-frontal, área do nosso cérebro relacionada às emoções. Gage sobreviveu, mas, segundo seus amigos e familiares, não era mais Gage. O acidente do qual supostamente escapara ileso convertera-lhe numa pessoa indisciplinada, petulante, indiferente e de linguajar chulo, e o rapaz logo passou de herói sobrevivente a marginalizado e incompreendido, morrendo 13 anos depois no mais puro esquecimento. Triste fim para Gage, feliz contribuição para as neurociências.
No dia 28 de março de 2009, o Brasil conheceu um possível Phineas Gage canarinho que, por uma questão de milímetros, ainda atende pelo nome de Emerson de Oliveira Abreu. O mergulhador de 36 anos teve o seu crânio perfurado pelo próprio arpão e, assim como Gage, sobreviveu. A peça atingiu a região frontal direita de seu cérebro e, segundo especialistas, não causou nenhuma lesão que possa vir a ocasionar prejuízos motores ou visuais, embora haja risco de danos olfativos.

- Lesão sofrida por Gage

- Lesão sofrida por Abreu
Enquanto aguardo ansiosamente por novas notícias, fico aqui me perguntando se o Brasil ganhará um novo desbocado para substituir Clodovil.
Fontes:
Clodovil é insubstituível, heheehehe… Só o Agnaldo Timóteo que discorda =P
Muito legal essa história do Gage, porém triste.
Neurociência realmente é bem legal, pelo que tou vendo por aqui.